Conviver com uma dor que insiste em permanecer pode mudar a forma como a gente vive o dia a dia. Ela se infiltra na rotina, afeta o humor, diminui a disposição e, aos poucos, começa a tomar espaço demais. É por isso que entender o que realmente significa dor crônica é tão importante: quando compreendemos o que está acontecendo no nosso corpo, também abrimos caminho para buscar o cuidado certo — com segurança, clareza e orientação profissional.
É importante saber que dor crônica não é frescura, nem “coisa da cabeça”. Hoje entendemos que ela envolve mecanismos complexos, onde o sistema nervoso passa a interpretar os estímulos de maneira alterada. Isso significa que o corpo pode continuar enviando sinais de dor mesmo quando a causa inicial já não está mais presente.
Por esse motivo, o diagnóstico não se baseia apenas em exames, mas na história completa do paciente, no padrão da dor e no impacto que ela gera na qualidade de vida. Os critérios mais aceitos incluem:
– Duração maior que três meses.
– Dor que persiste além do processo de recuperação esperado.
– Sintomas que se repetem com frequência.
– Presença de limitações funcionais ou emocionais associadas.
Como a dor crônica envolve diversos fatores — físicos, emocionais e até comportamentais — o acompanhamento contínuo é fundamental. Não existe solução milagrosa, mas existe tratamento. E quanto mais cedo o paciente recebe orientação profissional, maiores as chances de controlar a dor, evitar agravamentos e recuperar autonomia.
Se você convive com algum tipo de dor que tem atrapalhado sua vida, o primeiro passo é procurar ajuda. Um profissional qualificado pode identificar o tipo de dor, orientar o tratamento adequado e acompanhar a evolução ao longo do tempo. Dor crônica não precisa ser uma sentença: com cuidado, informação e acompanhamento correto, é possível viver melhor. Viver com dor não é normal!
Dr Roger Augusto – Médico Acupunturista
CRMSC 10158


